segunda-feira, 29 de julho de 2013

AS RELIGIÕES MUNDIAIS

SUMÁRIO

Introdução

Religiões Mundiais 
I.      Islamismo
II.     Siquismo
III.   Zoroastrismo
IV.    Judaísmo
V.     Xintoísmo
VI.    Taoísmo
VII.  Animismo
VIII. Confucionismo
IX.    Budismo
X.     Jainismo
XI.    Hinduismo
XII.  Cristianismo
  
INTRODUÇÃO
  
Os estudos sobre as religiões mundiais foram desenvolvidos primeiramente por cristãos do Ocidente. Originalmente, três religiões foram reconhecidas: Cristãos, Judeus e Pagãos (todos os demais).

Depois de muitos séculos, com o crescimento dos estudos sobre a história e filosofia do Oriente, e com o desenvolvimento do Islamismo, outras religiões foram adicionadas à lista.

Muitos grupos do Oriente receberam o reconhecimento de religião mundial, enquanto outros grupos menos desenvolvidos, ou sem literatura, (na Austrália, África, América do Sul e Polinésia) foram agrupados como pagãos ou animistas com base em sua teologia vigente.

RELIGIÕES MUNDIAIS

ISLAMISMO          

Fundação: 622 Dc ( Hégira, fuga)

Fundador: Maomé (Mafona)

Lugar: Meca, Arábia Saudita

Livro Sagrado: Alcorão (leitura)

Distribuição: Marrocos, Líbia, Tunísia, Egito Sudão, Arábia Saudita, lêmem  Jordânia, Palestina, Líbano, Turquia.  

1) O Islamismo é a religião fundada pelo profeta Maomé no início do século VII, na região da Arábia. O Islã é o conjunto dos povos de civilização islâmica, que professam o islamismo; em resumo, é o mundo dos seguidores dessa religião. O muçulmano é o seguidor da fé islâmica, também chamado por alguns de islamita.
Deus: Há um só Deus  todo poderoso e absoluto. Ele é tão poderoso, que ordena tudo e não há mais lugar para a liberdade do homem. Daí de se chega ao fatalismo. Tudo está previamente previsto e marcado. “Está escrito” é uma expressão comum no meio maometano. Conseqüência disso é que não há estímulo da parte da religião para o progresso material. Se eu sou rico ou pobre é porque Deus quer.

Céu, Inferno e Juízo final: Deus é soberano Juiz, manda os bons para o céu (Jardim de delícias, onde a leitos artisticamente trabalhados, bebidas que embriagam carne de pássaros...). E os maus para o inferno (Onde existe, vento que queima escuridão e fumaça e líquido fervente), e também há um juízo final que, segundo muitos, será inaugurado por Jesus. Antes do Juízo final virá a restauração do Islã. E todo mundo será Islamita.
O Homem tem direito a possuir quatro mulheres. Como os Judeus ele conhecem a circuncisão das crianças.
Mesquita é o Lugar de oração, onde não há imagens cadeiras para se sentar, somente tapetes.
Muezin, é aquele que do alto do minarei (torre), convida em vos alta, os fies a oração. Não há clero hierarquizado, nem papa nem concílio. Há apenas o diretor das preces públicas (Iman).

As cinco principais obrigações religiosas:

  • A profissão de Fé: Alá é Deus e Maomé é o seu profeta.
  • Recitar cinco vezes por dia um,a oração, voltado para Meca.
  • Entre a aurora e ao nascer do sol.
  • Ao meio dia
  • De tarde
  • Ao por  do sol
  • Depois do sol posto.
Jejuar no mês do Ramadan, desde o surgir até desaparecer o sol.

Divisão: Sunitas e os Xiitas. Os primeiros são ortodoxos, conservam a tradição (suna) conjunto de tradição , completando o Alcorão. Diversas seitas , movimentos se desenvolveram na Pérsia. 
   
SIQUISMO

1469 dC (século 15) – Índia – fundador: Nanaque. Praticado principalmente na província indiana do Punjabe. É uma tentativa de harmonizar o Hinduismo e o Islamismo.

Livro sagrado: Granth Sahib (livro do Senhor)

DEUS: Chamado de SAT NUM (nome verdadeiro). Deus é um, mas não um ser
No início do século 20, os estudiosos começaram a perceber a imigração de siques da Índia para a Inglaterra.

O Siquismo foi classificado como uma seita do Hinduismo durante seus três primeiros séculos de história. Mas, depois que escritores britânicos influentes começaram a classificar o Siquismo como uma grande religião mundial, o resto do mundo seguiu o exemplo. pessoal. “Há somente um Deus, cujo nome é verdadeiro, criador, isento de temor e inimizade, imortal, não-nascido, auto-existente, grande e generoso” (Granth Sahib) Semelhanças e dessemelhanças com o Hinduismo: doutrina do karma e transmigração da alma; crença em uma unidade Suprema Mística; repúdio ao politeísmo hindu, às peregrinações, ao ritualismo, ao ascetismo; rejeição aos escritos hindus, à degradação hindu das mulheres, ao vegetarianismo, e ao infanticídio hindu. Semelhanças e dessemelhanças com o Islamismo: unidade do Ser Supremo Pessoal; salvação através da submissão a Deus; salvação por meio da repetição do nome divino; repetição de orações prescritas; fundador como profeta de Deus; divindade
sikh não tão violenta; livro sagrado sikh atribuído a muitos mestres (37 pelo menos) e não um só como no islamismo; sikhs não jejuam; siquismo não tem dia decisivo de julgamento final.
No início do século 20, os estudiosos começaram a perceber a imigração de siques da Índia para a Inglaterra. O Siquismo foi classificado como uma seita do Hinduismo durante seus três primeiros séculos de história. Mas, depois que escritores britânicos influentes começaram a classificar o Siquismo como uma grande religião mundial, o resto do mundo seguiu o exemplo. pessoal. “Há somente um Deus, cujo nome é verdadeiro, criador, isento de temor e inimizade, imortal, não-nascido, auto-existente, grande e generoso” (Granth Sahib) Semelhanças e dessemelhanças com o Hinduismo: doutrina do karma e transmigração da alma; crença em uma unidade Suprema Mística; repúdio ao politeísmo hindu, às peregrinações, ao ritualismo, ao ascetismo; rejeição aos escritos hindus, à degradação hindu das mulheres, ao vegetarianismo, e ao infanticídio hindu. Semelhanças e dessemelhanças com o Islamismo: unidade do Ser Supremo Pessoal; salvação através da submissão a Deus; salvação por meio da repetição do nome divino; repetição de orações prescritas; fundador como profeta de Deus; divindade
sikh não tão violenta; livro sagrado sikh atribuído a muitos mestres (37 pelo menos) e não um só como no islamismo; sikhs não jejuam; siquismo não tem dia decisivo de julgamento final.

ZOROASTRISMO        

Século 6 AC - Pérsia - Zoroastro (Zaratustra) cuja origem é questionável e incerta. Religião com cerca de 100 mil adeptos apenas, exerce forte influência no mundo através de suas crenças. Salienta a eterna batalha entre o bem e o mal. O homem merece o favor divino através de boas obras. Sua prática envolve ocultismo e superstição. Há um templo onde o fogo é adorado; Torres onde são colocados cadáveres para serem comidos por abutres.

DIVINDADES: Ahura-Mazda (senhor sábio) o deus verdadeiro e digno de adoração é rivalizado por Angra Mainyu, ou Ahriman (espírito mau). Quando esses espíritos gêmeos se juntaram, no princípio, estabeleceram a Vida e a Não-Vida, e a Pior Existência (inferno) é para os seguidores da mentira, mas o Melhor Pensamento (paraíso) é para aqueles que seguem o que é certo. Os dois deuses têm sido co-iguais desde o começo do tempo, e continuarão a combater-se um ao outro até o fim do mundo.

O Zoroastrismo foi uma das mais antigas religiões a ensinar o triunfo do bem sobre o mal. Por isso crê-se que tenha influenciado três grandes religiões: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

AVESTA é o livro sagrado do Zoroastrismo.

JUDAISMO

Além do que já é conhecido na Bíblia, destacamos a Declaração de Fé (com 13 artigos) atribuída a Moses Maimônides, do século 13 dC, onde afirma a crença monoteísta, a natureza divina, nos profetas, em Moisés, nas Escrituras, na ressurreição dos mortos, e, principalmente na vinda do Messias. O item 12 afirma: “Creio com perfeita fé, na vinda do Messias e embora Ele se demore, esperarei diariamente pela Sua vinda”. Maimônides termina sua declaração de fé com a expressão: “Espero pela Tua salvação, ó Senhor”.

DIAS SANTIFICADOS NO ANTIGO TESTAMENTO:

1) Sábado (semanal) 2) Lua nova (mensal) 3) Páscoa (pessach) comemora o
livramento da última praga no Egito e o fim da escravidão (Ex.12) 4) Semanas (shavuót)
chamada de Pentecostes em grego, festa das primícias da sega do trigo (Ex.34:22).
5) Ano Novo (Rosh Hashanah – cabeça de ano) Há dúvidas se tal festa é bíblica. Há


RAMOS DO JUDAÍSMO:

1) Ortodoxo: observa as leis dietéticas e cerimoniais tradicionais.

2) Conservador: não é liberal, mas se opõe à idéia de um estado judaico na Palestina.
Diz que a missão dos judeus é testificar em valor de Deus pelo mundo inteiro.

3) Reformado: é a ala liberal, não aceita a revelação divina. Há entre os reformados pouco consenso quanto a crenças ou doutrinas.

O Messias: entre a maioria dos judeus a crença na vinda de um messias pessoal não existe. Fala-se numa era messiânica caracterizada pela verdade e pela justiça.

ESCRITURAS: O VT é chamado de Tanach que dividido em três partes:

1) (Torah ) a mais importante; 2) Neviim (profetas) e 3) Ketuvim (escritos)

PECADO ORIGINAL: não há tal conceito. Mas a expiação pelos pecados é obtida por meio da retidão pessoal que inclui arrependimento, orações e boas obras. Certo escritor afirmou: “Notemos que a iniciativa na expiação cabe ao pecador (Ez.18:31).
Ele se purifica no Dia da Expiação por meio de um corajoso auto-exame, de confissão franca e da resolução de não repetir as transgressões no ano anterior.

 XINTOÍSMO

Fundação: Pré-história

Fundador: Desconhecido.

Lugar: Japão.

Livros Sagrados: Kojiki (Livro das coisas antigas, Nihonji (Crônicas do Japão)
Yengishiki (hinos e preces). O principal livro sagrado é o primeiro.

Cento religioso: Ice.


O Xintoísmo, envolve antigas práticas religiosas desenvolvidas somente pelos japoneses. Suas origens remontam a antigas eras. Como os japoneses acreditam que as ilhas que formam o Japão foram a primeira criação divina, o Xintoísmo limita-se àquele povo e país. Japão em japonês é NIPPON (origem do sol).
HIRATA, famoso xintoísta do século 18 dC, que iniciou um reavivamento xintoísta após séculos de forte influência budista no Japão, escreveu: “O Japão é o país dos deuses, e seus habitantes são os descendentes dos deuses. Do fato da origem divina do povo japonês é que procede sua incomensurável superioridade sobre os nativos de outros paises, quanto à coragem e à inteligência. Eles são honestos e retos de coração, e não tendem para teorias inúteis e falsidades, como no caso de outras nações.” Não tem doutrinas organizadas.

Kami: O Xintoísmo é sobretudo, culto dos Kami (espírito dos mortos). Os mortos adquirem, poderes sobrenaturais, tornando-se deuses , passeiam entre os vivos, são poderosos tanto para o bem, como para o mal. Por isso é preciso oferecer-lhes merendas.


Xintoísmo vem do chinês Shen-tao (caminho dos deuses).

KAMI: Ponto principal do Xintoísmo, Kami se refere ao poder sagrado de objetos animados e inanimados. Os Kami são deuses ou espíritos na natureza que precisam ser venerados. Os Kami, ou seres superiores, são tão numerosos que não dá para hierarquizá-los.

AMATERASU: Principal KAMI, é a deusa-sol. Crê-se que o primeiro dos deuses que veio a existir instruiu Izanagi e Izanami, divindades macho e fêmea da segunda geração de deuses, para que criassem o mundo, e, em particular, as ilhas do Japão. Surgiu a terra, os kami dos montes, das árvores e dos riachos, o deus do vento e o deus do fogo, e assim por diante. Eventualmente a deusa AMATERASU, a grande Kami do sol, veio à existência.

Livros: Ko-ji-ki é o mais antigo escrito japonês. Contém mitos, lendas e narrativas históricas do Japão, aos antepassados dos imperadores e à corte imperial. Data: 712 dC. Outro livro, o Nihon-gi, 720 dC, contém a crônica da origem do Japão até o ano 700dC.
Harakiri: Suicídio cerimonial cometido por guerreiros devido a fracassos.
Jigai: Suicídio feito por mulheres para expiação dos erros através de corte na veia jugular.


FORMAS RELIGIOSAS
1. Teísmo - o sujeito dos atributos divinos é distinto dos outros seres e pertence à ordem transcendental. Esse ser é o criador do universo e a sua causa vivificante. Pode ser dividido em:
· monoteísmo - há um só Deus

· politeísmo - há vários deuses

· henoteísmo - propõe a veneração de um deus supremo mas não nega a
existência de outros.

2. Deísmo - o sujeito dos atributos divinos é um deus sem qualidades morais e
intelectuais. É um deus que não intervém na criação. Não há revelação sobrenatural.

3. Ateísmo - Deus não existe, oposição ao teísmo.

4. Panteísmo - tudo é deus, o universo, a natureza e deus são idênticos.
da China” (Marcus Bach, em Major Religions of the World, 1970)

FENG SHUI: Geomancia chinesa que determina lugares corretos nas casas e
sepulcros. É muito comum hoje no Ocidente. Pretende desviar a energia negativa de lares, locais de trabalho, atraindo a boa sorte. Mas só é possível com a correta utilização da energia de vida (Chi), que transforma locais com energia nociva em ambientes que produzem prosperidade, felicidade e harmonia.

TAOISMO            

Século 6 AC – China – Religião mística e enigmática cuja fundação é atribuída a LAO-TSÉ (velho filósofo), figura também enigmática e misteriosa, que teria nascido já velho.

Livro Sagrado: TAO-TE-KING (O Caminho e o Seu Poder) É um livro pequeno que ensina a suportar as dificuldades da vida através do não-envolvimento, o que daria ao de sobrevivência. Tal livro é a base dessa religião.
Doutrinas:
TAO: Palavra que significa CAMINHO, mas cujo conceito é de difícil entendimento. Mas é o caminho para a realidade última, a base para toda a existência. É o caminho do universo, o caminho pelo qual o indivíduo deveria ordenar a sua vida.

WU WEI: Significa inação. Para o homem ajustar sua vida ao TAO deve praticar a atitude básica WU WEI. Tal atitude envolve evitar toda agressividade, vivendo de modo passivo, a fim de se viver em harmonia com a natureza. Dessa forma, a vida fluiria em harmonia com o TAO.

YIN e YANG: Embora todas as coisas emanem do TAO, existem elementos que se opõem, como bem e mal, morte e vida. O lado positivo é YANG e o negativo YIN. Esses conceitos são interdependentes e são expressões diversas do TAO.
O conceito do YIN e YANG é usado para explicar a maré e o fluxo, tanto do homem quanto da natureza. De acordo com o TAOISMO, mesclar-se com o ciclo (do universo), sem
fazer esforço, é unir-se ao Tão, e, portanto, encontrar realização”.

EXPANSÃO MUNDIAL: A seita Nichirem Shoshu remonta ao século 12 DC quando foi fundada por Nichiren Daishonon, era pequena no Japão até que em
1930 foi fundada a Soka Gakkai (Sociedade de Criação de Valor) como uma
organização laica da Nichiren Shoshu. Em 1940 eram apenas 21 pessoas e em 1960 chegaram a 1,3 milhão no Japão. Em 1960 chegou aos EUA e em 1973 já eram 250 mil em solo americano. Já no Japão, de 3 mil em 1951, saltaram para 7 milhões em 1971. Sua literatura sagrada é o livro Lótus Sutra que prevê que todos podem alcançar a condição de Buda.

O GOHONZON ocupa lugar central na crença da seita Nichiren Shoshu. É uma
caixa de madeira preta que contém os nomes de importantes pessoas que aparecem no Lótus Sutra. Essa caixa é usada como um altar particular em casa. A adoração ritual é chamada de “gonkyo”. A pessoa se ajoelha diante do altar e recita passagens do Lótus Sutra, e manuseia um tipo de rosário, e entoa o “daimoku” que é: “nammyoho-rengue-kyo”.
  
CONFUCIONISMO

Fundação: Século Vl Ac

Fundador: KUNG FU-TZU (Confúcio), séc. 6 AC

Lugar: China.

Livros Sagrados: Analectos e os Cinco K’ing ou clássicos.

Seitas: Não há seitas no confucionismo, porque os seus adeptos são livres de seguir , a sua vontade, outra fé. 

Dizem que não é propriamente uma religião, mas uma visão humanista e social. A China vivia em completa anarquia social com muitos genocídios (60, 80, e até 400 mil pessoas mortas em guerras fratricidas). Diante disso, Confúcio propõe uma nova organização social.

LITERATURA: São atribuídos aos seguidores de Confúcio 9 livros, dentre eles está OS ANALECTOS como o mais destacado por trazer maiores detalhes da vida do fundador.
Medo dos mortos: Na época de Confúcio já era comum os vivos cuidarem dos parentes mortos provendo-lhes as coisas necessárias (comida, armas, roupas, etc). Se não o fizessem, sofreriam males. Até hoje celebra-se na China a Festa dos Fantasmas Famintos.
Mêncio: Meng-Tzu (Mêncio) nasceu no séc.4 AC e tornou-se fiel discípulo de
Confúcio. O feudalismo chinês estava cada vez pior e Mêncio nada pôde fazer para melhorar a vida social. Ficou notabilizado por ter tratado de assunto espiritual, coisa que Confúcio não fez. Falou da natureza humana como sendo essencialmente boa. Tal ensino, até hoje, é comum na China.
  
Animismo

Não é necessariamente uma religião, é uma tentativa de explicação dos fenômenos da natureza. Pode ser entendido como Religião quando leva o homem ao culto de adoração. É mais crença, mentalidade, idéia do que doutrina elaborada. Enxerga, por trás dos objetos sensíveis, uma vida-alma, psique ou espírito _ capaz de se relacionar diretamente, em certos casos e condições, com o homem. 
                                                          
Exemplos do Animismo – colocando-se uma criança nos traços deixados por um mágico poderoso tem-se esperança de que ela participe do seu poder. As pegadas do mágico são animadas ainda por ele. Uma mulher,   tendo posto sobre si a roupa suada do homem, torna-se grávida. A veste é animada pelo homem. Faz-se um trabalho sobre a fotografia de uma determinada pessoa, pensando-se assim atingir o mesmo.                                        

Magismo :  Crença numa determinada força ou num poder oculto, mas impessoal, que excede as forças naturais; de que certos homens podem  se apropriar e produzir, assim, efeitos extraordinários. O mágico  procura captar estas forças e coloca-las á sua disposição. Magia branca: È aquela que se usa para o bem do homem. Magia negra : È aquela que se usa para prejudicar as pessoas.                                                                                                      

Exemplos de magia:  Procura-se fazer  desaparecer as usando fórmulas como: “ o papagaio voou “o “cuco voou” a doença “voou”. Derramando água, obedecendo certos ritos, produz-se chuva. Em 1975, uma mãe-de-santo fez um trabalho contra Jorge Tabajara, jogador do grêmio , o que teria feito com que ele jogasse “amarrado”o grenal decisivo: magia negra.

Manismo - culto às almas dos defuntos, como oferecimento de sacrifícios. Fala-se também em Euhemerismo ( Euhmero filosofo grego ): os deuses nada mais são do que homens divinizados.

 Totemismo -  (etimologicamente, tribo clã) crê-se que há um parentesco entre o clã e uma espécie animal ou vegetal. Julgam-se por exemplo, descendentes da união de um urso com uma mulher. Então, o nome de seu totem vai ser urso. Este torna-se um animal sagrado.Não se pode matá-lo, A não ser em condições especiais, em que se come sua carne e bebe seu sangue para haurir a força, a inteligência ou agilidade desse animal, do totem. Há ritos de agregação ao totem.    

BUDISMO

Surgiu como facção dentro do Hinduismo por volta do 6º século AC. Seu fundador foi Sidharta Gautama (Gôtama). Chamado o Buda “o iluninado” Filho de um rajá, isto é, um governador, vivia num palácio longe da miséria. Ao ver o mundo como realmente é, viu quatro cenas que mudaram sua vida: 1. um idoso; 2. um enfermo; 3. um cortejo fúnebre; 4. um monge que esmolava. Abandonou o palácio e se tornou um esmoleu em busca da iluminação que foi alcançada debaixo de uma figueira onde estava a meditar por 7 dias.
Formou seu grupo após essa iluminação e o ensinou a evitar os extremos do luxo e da auto-tortura e a seguir o meio termo. Falou-lhes então das

 4 VERDADES
  
1ª verdade: Vida é cheia de dor. Há um passado de dor , um presente de dor e um futuro de dor.                                                                                                             
2ª verdade: È sobre a origem da dor.Está provem do desejo de experiências sensoriais.                                                                                                                             
3ª verdade: È sobre a supressão da dor.È preciso procurar apagar a esse desejo de escapar, assim, a corrente das coisas dolorosas, cruentas e ilusórias, que constitui o mundo. Assim se entra no NIRVANA : È o aniquilamento da existência individual e a extinção do sofrimento: É O CÉU DO BUDISMO. Só que esse eu não é um encontro com Deus, por que o budismo não se preocupa com a existência de Deus, Até podemos falar do budismo como ateísmo,Não no sentido que se negue a existência de Deus,mais no sentido de que não se preocupa com ela. Num congresso mundial de Bangkock, na Tailândia, chegou-se a conclusão da necessidade de lutar para tirar do mundo a idéia de Deus, que encoraja os regimes totalitários.                                                                                                                              
4ª verdade: è sobre o caminho que leva á supressão do desejo. O desejo apaga-se quando se segue o meio-caminho, nada de prazeres nem de renúncia, nem ódio nem amor nem tristeza nem alegria. Ao meio-caminho se chega seguindo o sagrado caminho das oitos vias “Oitos regras de vida”:                         

Que são: 1 º A fé pura: A verdade é o guia do Homem                
                   2 º. Vontade pura: Ser sempre calma e nunca dano a nenhuma criatura.                                             
          3 º. Palavra Pura: nunca mentir, nunca difamar ninguém nunca usar linguagem grosseira ou áspera.                                                                                            
4 º Ação Pura: Não matar, roubar nunca fazer nada com que mais tarde de possa arrepende-se ou envergonha-se.                                                                                        
5 º .Meios de Existência; Nunca escolher um ocupação que seja má, tal como falsificação, manejo de coisas roubadas, usura e semelhantes.                        
6 º Atenção Pura: Procurar o que é bom e afasta-se do mal.                                                                                                                                    
      7 º Memória Pura: Ser sempre calma e não permitir-se pensamentos que estejam dominados pela alegria ou tristeza.                                                             
       8 º Memória Pura: Consegui-se quando todas as outras regras foram seguidas e a pessoa atingiu o nível da paz perfeita.         

Moral: Estas regras podem ser resumidas numa moral negativa  ou positiva.                                          A) Negativa:                                                                                                                                                                                                                                         
1) Não matar (nem mesmo um animal).          
2) Não furtar.        
3) Não tomar a mulher do próximo.
4) Não tomar bebidas alcoólicas.                                                                                                                                                                                                       
B) Positiva: Resignação ao sofrimento individual, a meditação sobre o sofrimento dos vivos, o esforço por participar. Em imaginação em suas dores e alegrias, a libertação do coração: a piedade, o perdão das ofensas e o sacrifício por outrem.                                                                 Além dos cincos Mandamentos supracitados, devem observar mais os seguintes: O sexto mandamento, que consisti em não tomar nenhum alimento além da refeição do meio dia. O sétimo: Evitar os espetáculos mundiais. O oitavo:Não ornamentar nem perfumar o próprio corpo. O nono: Evitar os leitos macios ou elevados do chão. O décimo: viver em constante pobreza. 

OS MONGES                                                                                                                          
O budismo é sobre tudo uma religião de monges e monjas. O país por excelência do budismo é a Tailândia. É um pais de 26 milhões de habitantes, 18 mil mosteiros e 240 mil monges (bonzos). Esses a sois ou em grupos de dois. Com a cabeça raspada, um manto laranja uma flor de loto na mão e pendurado ao braço um prato para esmolas, deixam seu isolamento para entrar em contato com a sociedade. É o fiel quem diz “obrigado” por um monge ter aceitado sua oferta, dando-lhes possibilidades de alcançar méritos e assim chegar a uma futura reencarnação e a ser monge,que é o último estágio antes de chegar ao nirvana.                    

SALVAÇÃO                                                                                                           
O budismo é uma religião de auto-salvação, basta seguir as máximas de Buda e chegar-se-á pelas próprios do nirvana.

O CULTO                                        
              O ateísmo búdico (Buda não fala em Deus,não diz nem sim nem não  sobre a sua existência).comporta somente o culto de recordação. Buda não é um Deus nem um santo,entrou no nirvana e nada mais pode fazer pelos seus. Em determinadas cerimônias lança-se flores diante da estátua do mestre. Quatro vezes por mês prega-se no templo budista com a finalidade de difundir a sua doutrina. E chega-se também a monumentos destinados a guardar relíquias, a celebrar festa visando a comemorar o salvador.                   

DISTRIBUIÇÃO: China, Japão, Ceilão, Tailândia, Birmânia, Vietnan, Coréia, Mongólia. Cambodja, Nepal, Laos e Índia.

            No Tibet o budismo misturou-se com concepções totêmicas e animistas:  o lamismo. Buda é considerado como encarnado numa espécie de papa. Dalai-Lama, chefe de uma teocracia, .No Japão o budismo virou zen-budismo, Tem algumas diferenças.Procura levar o homem a não pensar , de imperturbabilidade.
DIVISÕES NO BUDISMO: Na Índia onde surgiu é chamado de Budismo Theravada, que é conservador. Na China, para onde migrou, é o Budismo Mahaiana, meio liberal. Um Bodhisattva, no Budismo Mahaiana, adia sua emancipação ou libertação, a fim de salvar outros, não só dos que ingressam no mosteiro, mas também dos que confiam num Bodhisattva.

BODHISATTVA: Individuo que alcançou o nível onde o nirvana é acessível e onde ele está pronto para tornar-se um Buda. Apesar disso, os Bodhisattvas privam-se de cruzar e entrar no nirvana, na esperança de que , através do trabalho diligente, possam alcançar a o estado de deificação nesta vida.

NIRVANA: o alvo final dos budistas, “Termo de difícil interpretação, significa soprar para fora” a chama do desejo, a negação do sofrimento. Não é um lugar,
mas uma reorientação da vida como resultado da extinção de qualquer apego que cega e escraviza.

ESCRITURAS SAGRADAS: Os Três Cestos da Sabedoria, ou Tripitaka, são 11 vezes maiores que a Bíblia, e pertencem ao Budismo Theravada. Já os escritos mahaiana são muito mais volumosos dificultando a harmonia dessa forma de budismo.
                                                                                                                                                        
Jainismo

DIFERENÇAS ENTRE O HINDUISMO E O JAINISMO:


1. Karma: lei de causa e efeito que no Hinduísmo é rígida mas Jainismo é mais suave.

2. Individualidade do ser: No Hinduismo a alma é absorvida em Brahman perdendo
totalmente sua individualidade e no Jainismo ela é e continua sendo individual.

3. Castas: No Hinduísmo as pessoas eram separadas em classes sociais e no Jainismo não há tal
separação.

4. Deuses: Enquanto no Hinduísmo são adorados deuses em abundância, no Jainismo não há deuses ou Deus.

5. Não violência: Era comum no Hinduísmo o sacrifício de milhares de animais aos deuses,
Mahavira propõe no Jainismo a AHIMSA, não violência, ou não matar qualquer coisa viva.

JAINISMO

Fundação: Século VI Ac

Fundador: Mahavira

Lugar: Índia

Livro sagrado: Ágamas

DEUS NO JAINISMO

Apesar de Mahavira ter ensinado que não há Deus, através de alguns seguidores ele se tornou um objeto de adoração, ou divindade, como o 24o tirthankara (o último e maior dos seres salvadores). Mahavira foi considerado como alguém que desceu do céu sem pecado e dotado de todo o conhecimento.

OUTROS ENSINOS

Autonegação: No Jainismo existem 5 grandes votos para os monges celibatários:

1º. não matar coisas vivas; 2º. não mentir; 3º. não cobiçar; 4º. não ter prazer sexual; 5º. não ter apego a coisas mundanas. De acordo com Mahavira os monges deveriam evitar totalmente o contato com mulheres, pois ele acreditava serem elas a causa de todos os males. Ele disse: “As mulheres são a maior tentação do mundo. Isso afirmado pelo sábio. Ele não deve falar sobre mulheres, nem olhar para elas, nem conversar com elas, nem dizer que elas lhe pertencem, e nem fazer o trabalho delas”. Devotos ricos: apesar de serem poucos no mundo, uns 3 milhões, por causa da ahimsa (não matar, inclusive animais) eles evitam certos serviços e ocupam as atividades financeiras e bancárias.

Literatura Sagrada: As 12 Angas
Sem roupas: A seita jainista Digambaras insiste que seus membros devem andar nus, a exemplo de Mahavira, quando o dever assim o requer.
com roupas: Já a seita Shvetambaras (os vestidos de branco) forma a ala liberal do J que diz que seus devotos devem vestir pelo menos uma peça de roupa.

 DADOS GERAIS DAS RELIGIÕES

RELIGIÃO ..   FUNDADOR      DATA ....     .... DEIDADE ...........ORIGEM            ESCRITURAS

Hinduísmo ........não ...........  1.500 AC ..... Brahma, ou vários ...... Índia ......................... Vedas

Judaísmo ......... Moisés .....  1.200 AC ..... Jeová .......................... Israel ........................Tanach

Xintoísmo ....... não ..............   600 AC ...... Natureza divinizada ... Japão ..........o-ji-ki e Nihon-gi

Zoroastrismo .... Zoroastro .    600 AC ...... Ahura Mazda ............. Pérsia ... .................... Avesta

Taoísmo ........... Lao-tze ....    604 AC ...... El Tao ......................... China..................ao-Teh-King

Jainismo ...........Mahavira .     599 AC ...... não ............................. Índia ........................... Angas

Budismo ...........Gautana ...    560 AC ...... não, hoje o fundador .. Índia ........................ Tripitaka

Confucionismo Confúcio ..    551 AC ...... Céu, ou o fundador .... China ..  .............Os Clássicos

Islamismo ... ..... Mohamed    570 dC ....... Aláh ........................  .. Arábia .......................... Corão

Sikismo ..........    Nanak ..... 1.469 dC ...  ....Nome Verdadeiro ....... Índia ...........................Granth


Fonte: Las Religiones Vivas, páginas 1 e 2, de Roberto Ernesto Hume, Editorial Mundo Hispano, 6ª
edição, 1976


Fonte: Defesa da fé. Cristianismo já conta com  19% da população brasileira evangélicos.

Animismo: 3% no mundo de acordo com as pesquisas mundiais.

 HINDUISMO

Fundador: Não tem fundador individualizado.

Lugar: Índia

Livros sagrados: Os Vedas , os Brahmanas, Upanichades


Não é somente um dos mais antigos sistemas religiosos, mas também é dos mais complexos. Em sua história gerou uma variedade de seitas com crenças bem diversificadas. Certo historiador afirma que o HINDUÍSMO não é uma só religião, mas uma família de religiões, pois o Hinduísmo é todo o complexo de crenças e instituições que têm reaparecido desde a época em que suas antigas escrituras, os Vedas, começaram a ser compostas até agora. Um seguidor do Hinduísmo pode se identificar como panteísta,
politeísta, monoteísta, agnóstico ou mesmo ateu.




DISTRIBUIÇÃO:
O hinduísmo é uma religião nacional. Só pode ser hindu quem nasce hindu. Portanto, o mesmo existe ns Índia e onde há hindus, como na Indonésia, Paquistão, Ceilão, Birmânia, Malásia, e África do Sul.
Bernares é o centro, a cidade santa do hinduísmo. Assim como Meca é para o Islamismo. Jerusalém para o judaísmo e Roma para o catolicismo.
O hinduísmo se subdivide em Budismo e Jainismo, que são heresias. O mesmo não conhece dogmatismo.

DEUS:

    O credo fundamental do hinduísmo é o da existência de um espírito universal chamado BRAHMA ( Alma do mundo), essa alma também é chamada de TRIMURTI, o Deus trino e uno,cujo o nome acreditavam ser: 1)Brahma, o criador:
2)Vishnu (Krishna), o conservador:
3)Shiva, o destruidor.

O hinduísmo acredita ainda em muitos deuses menores. Existem 33 milhões. Os sacerdotes hindus afirmam que são apenas representações de diferentes atributos de Brahma ou nomes do mesmo deus.

SALVAÇÃO:

Está no amor: pode ser atingida pela vereda das obras, vereda do conhecimento, e vereda da devoção.

  Sistema de castas: determinado pelas leis de Manu;

Brahma criou primeiro o homem,depois a mulher. Desde o inicio houve diferentes castas. Da cabeça de Manu (homem) vieram as pessoas melhores,os sacerdotes (Brahmanes),das mãos vieram os reis e os guerreiros. Das coxas, os artesãos (negociantes e agricultores ),  e dos pés  o povo (súditos) abaixo de todas as castas estão os parias (escravos).
       Em 1950 a constituição hindu aboliu as castas,mais para muitos hindus uma simples lei não pode abolir um costume milenar.

Lei do Karma: lei espiritual que rege as ações boas ou más e determina a próxima reencarnação;  cadeia de novos nascimentos até purificar-se;

 Nirvana: Estágio final do ciclo reencarnatório.

Mundo: Toda realidade terrestre é aparência enganosa, é fonte de sofrimento. A isso só si pode escapar pela  renúncia e introversão. Por isso a importância da meditação para os hindus, pratica chamada (Yoga) disciplina usada para controlar as emoções:

ANIMAIS SAGRADOS:

Vacas, macacos, serpentes. Esses animais são sagrados por que neles habita de maneira especial a divindade (Brahma). A vaca é sagrada por que representa o último estágio  da alma no mundo
GANGES: Rio sagrado para os hindus, onde se faz abluções.

ESCRITURAS HINDUS: Foram escritas num período de 2 mil anos - de 1400
AC a 500 DC. Os Vedas são os principais, mas há também as Upanishads, o Ramayana, o Mahabharata, e outros. Veda significa “conhecimento” ou “sabedoria”. No Malbarata está o famoso Bhagavad Gita (Cântico do Senhor Bendito) difundido no ocidente pela seita Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna. Seus devotos são conhecidos pelo nome do mantra Hare Krishna. Esse livro sugere que todos podem salvar-se através da devoção a Krishna.

DOUTRINAS

Moksha: saída da alma do ciclo reencarnatório. Pode ser atingida com a morte mas é preferível em vida.

Atman: outro termo de difícil entendimento. Tem a ver com o verdadeiro eu de cada ser.

Maya: trata da ilusão da existência. É como uma criança que crê na realidade dos animais vistos numa tela de cinema ou televisão. Ou como a realidade de um sonho. Supõe-se que o mundo visto é real, mas na verdade é uma condição imposta pela mente.

Samsara: é o ciclo de renascimento e morte com base na recompensa ou
penalidade.

O homem: é uma manifestação do Brahman impessoal, e sem um eu distinto e sem valor próprio.

Pecado: não há tal idéia no Hinduísmo. são reputados como resultado da ignorância.

O Cristianismo

     O cristianismo é praticado atualmente por pelo menos um terço da população mundial, o que faz da religião a maior do mundo em número de fiéis. A religião surgida na Palestina, no primeiro século depois de Cristo, tem mais de 2 bilhões de seguidores.
     Os alicerces do cristianismo são baseados nos ensinamentos de Jesus Cristo (4 a.C. - 29 d.C). No entanto, 2 mil anos depois de seu nascimento, o mundo experimenta várias formas de cristianismo divididas em diferentes denominações. A maior divisão existe entre ortodoxos, também conhecidos como cristãos do Oriente, e os cristãos do Ocidente, que por sua vez também se subdividiram entre cristãos católicos e protestantes.
      O cristianismo é desde o seu nascimento uma religião com caráter fortemente missionário: procura converter pessoas à mensagem de salvação de Jesus Cristo. Jesus mesmo, segundo a Bíblia, iniciou o seu ministério de pregador aos 30 anos anunciando o reino de Deus e o arrependimento dos pecados.
     Apesar das divisões, na maioria das vezes de caráter doutrinário, muitos cristãos acreditam que deve haver respeito pelo que há de bom e verdadeiro noutras culturas e religiões.
     O cristianismo é uma religião monoteísta, isto é, defende a existência de um só Deus, que criou o mundo e tudo o que nele há e continua a ser uma força ativa no universo. Os seres humanos também foram criados por Deus, mas têm o livre-arbítrio e são responsáveis pelas suas próprias vidas. Ou seja, enquanto ser humano e criatura de Deus, o indivíduo tem o direito de escolher, inclusive se quer acreditar em Deus ou não.
     Mas a Bíblia também diz que, seja qual for a escolha que o ser humano faça, ele terá que um dia aparecer diante de Deus para prestar contas dos seus atos. De acordo com essa crença, Deus vai julgar todas as ações dos seres humanos.
      Assim com o cristianismo, Deus revela-se em três pessoas: pai, filho (Jesus Cristo) e Espírito Santo. Essas três pessoas fazem parte de uma unidade, conhecida como a trindade. Esse é talvez um dos dogmas mais discutidos por teólogos e intelectuais.
     Muitos aceitam a divindade de Deus, mas não entendem que ele possa ter um filho, como no caso dos muçulmanos e dos judeus. Alguns estudiosos, no entanto, usam a metáfora da água para explicar que uma característica de Deus não exclui a outra. Ou seja ele é pai, é filho e espírito sem deixar de ser Deus. No caso da água, os estados sólido, líquido e gasoso têm funções diferentes, mas não deixam de ser água na sua essência.
     Segundo o cristianismo, Deus é perfeito, está em todos os lugares, sabe de tudo, criou o universo e mantém-no a funcionar. Deus intervém no mundo, e ama todos incondicionalmente. O ser humano pode se aproximar de Deus através de oração, adoração, louvor, amor e experiências espirituais.
     Entre os dogmas do cristianismo relativos a Deus, encontramos os seguintes:
  • ·  Deus viveu na Terra como Jesus Cristo.
  • ·  Jesus foi humano e divino quando esteve na Terra.
  • ·  Ele nasceu de uma mulher, Maria, que concebeu do Espírito Santo.
  • ·  Jesus enquanto humano experimentou dor e outros sofrimentos do ser humano, foi executado na cruz, mas ressuscitou.
  • ·  A vida de Jesus é um exemplo perfeito da maneira como Deus quer que o ser humano seja.
  • ·  Cristo morreu na cruz para que todo aquele que nele crê possa ser salvo.

A vida de Jesus:
   
Jesus viveu na Palestina, Oriente Médio, até 33 anos de idade. Ele nasceu por volta de quatro anos antes da Era Cristã, provavelmente em Nazaré, embora a Bíblia cite Belém como o seu lugar de nascimento.
     Jesus nasceu e viveu como judeu, mas alguns historiadores discutem a linhagem da tribo à qual ele pertencia. Na época do nascimento de Cristo, os judeus estavam à espera do Messias, o redentor do povo. Muitos acreditaram que Jesus fosse o filho de Deus e começaram a segui-lo, acompanhando o seus sinais e milagres, mas a maioria dos judeus não aceitava que o Messias tivesse nascido pobre numa manjedoura.
     Jesus passou três anos da sua vida, dos 30 aos 33, cumprindo o seu ministério. Foi nesta época que ensinou às multidões, curou e realizou outros milagres, segundo o que diz a crença. Jesus costumava falar em parábolas, histórias que faziam parte do universo dos seus ouvintes e eram, na maioria das vezes, entendidas por eles de maneira fácil.
     Ao longo de seu ministério, Jesus recrutou 12 discípulos que o seguiam e o ajudavam. Um deles, Judas Iscariotes, traiu Jesus num episódio que culminou com a crucificação. Jesus Cristo falava com autoridade e em nome de Deus, e isso acabou por irritar as autoridades na Palestina, que o entregaram ao império romano e o acusaram de ser um "revolucionário". Isso acabou levando Jesus a ser crucificado depois de ser acusado de heresia.
     O cristianismo diz que Jesus veio ao mundo em forma humana para passar por toda e qualquer situação a qual o ser humano está exposto estabelecendo assim uma empatia com os seus seguidores. Os cristãos acreditam que Jesus é o Messias prometido no Velho Testamento ao povo judeu. Os líderes espirituais dos cristãos são chamados de padre, pastor, ministros.
     Jesus passou parte de sua vida como mestre na área conhecida como Galileia. Foi executado aos 33 anos com morte na cruz, uma pena degradante reservada a criminosos na época. Após a ressurreição, Jesus permaneceu na Terra por alguns dias antes de ascender ao céu. Ele prometeu permanecer com os seus seguidores até o fim do mundo e enviou o Espírito Santo para ajudá-los, orientá-los, confortá-los e encorajar cristãos em todo o mundo.
     Os relatos bíblicos sobre a vida de Jesus Cristo foram fortemente influenciados pelas correntes teológicas da igreja cristã primitiva. Não há na Bíblia histórias sobre a vida de Cristo entre os 12 e 30 anos. De acordo com os relatos bíblicos, a mãe de Jesus - Maria - era virgem quando engravidou.

     E sua concepção teria sido uma intervenção do Espírito Santo que encontrou nela uma jovem pura e digna de trazer o salvador ao mundo. Para os cristãos, Jesus é o filho de Deus que veio para a Terra em forma de homem para restaurar o relacionamento do ser humano com Deus.

Ressurreição
   
       Segundo a Bíblia, Cristo morreu após ser crucificado, mas ressuscitou ao terceiro dia em Jerusalém. Os cristãos acreditam que, durante a sua vida, ele mostrou ao mundo como se reconciliar com Deus. Acredita-se ainda que se deve viver de acordo com o exemplo de Jesus Cristo: amar Deus, amar o próximo como a si mesmo e repartir a mensagem de Cristo com os outros.
     No cristianismo, acredita-se que ao morrer na cruz, Jesus trouxe o perdão de Deus a todo o que nele crê e ainda construiu uma ponte entre Deus e o ser humano. Essa ponte havia sido rompida com o advento do pecado de Adão e Eva, no início do mundo, que separou o ser humano de Deus.

Salvação
   
      O cristão bíblico acredita somente numa vida aqui na terra e outra que se chama vida eterna, após a morte. Caso tenha vivido de acordo com a vontade de Deus, o ser humano recebe a morada eterna no céu como recompensa, mas existe também a possibilidade de condenação a uma vida eterna no inferno em caso de desobediência à vontade de Deus.
     Cristãos evangélicos acreditam que a escolha entre o céu ou o inferno é feita ainda em vida: quem aceita Jesus como Salvador vai para o céu, quem o rejeita não. A figura de purgatório é inexistente para evangélicos, mas persiste em variadas correntes da igreja católica apostólica romana.
     Algumas correntes teológicas discutem sobre a existência dos céu e inferno. Há diferenças também sobre o destino da alma. Para alguns, praticar boas obras basta. Para outros, só Jesus salva numa salvação gratuita que vem de Deus, "não vem de obras para que ninguém se glorifique", diz o apóstolo Paulo.

Os principais ramos do cristianismo
  
   O grande Cisma entre os católicos do Ocidente e os do Oriente, conhecidos como ortodoxos, acontece em 1054. A divisão com a igreja do Ocidente aconteceu por causa de um conflito sobre a autoridade suprema do papa.
     Também havia divisões sobre uma cláusula presente no credo católico que estabelece que o Espírito Santo vem do filho de Deus como também de Deus. No século 16, é a vez da Reforma que cria a igreja protestante liderada pelo monge alemão Martinho Lutero. Estas foram as maiores divisões dentro do segmento judaico-cristão.
     Mas nem tudo é marcado por diferenças. Tanto a igreja católica como a ortodoxa, por exemplo, reconhecem os sete sacramentos: batismo (visto como mandamento de Jesus, é aceito na infância ou na vida adulta, simboliza morte para uma vida de pecado), confirmação, casamento, ordenação, penitência (sacramento da reconciliação), extrema unção e a missa.

Igrejas do Oriente
  
      Este grupo refere-se a igrejas ortodoxas e os que partilham das éticas cultural e espiritual que se originam no Império Bizantino. Há mais de 214 milhões de cristãos ortodoxos atualmente. Quatro patriarcados desfrutam de autoridade e status especial: Alexandria, Antioquia, Jerusalém e Constantinopla.
     Estas igrejas localizam-se no leste da Europa, em países eslavos e no leste do Mediterrâneo. A veneração de ícones é parte importante da adoração em particular e em público de ortodoxos. Monastérios também têm função fundamental na história da igreja. O monte Athos, na Grécia, é o centro monástico desde o século 10.

Ortodoxos
         É converter-se ao judaísmo, mas a religião não busca adeptos. E, segundo analistas, é assim que alguns problemas surgem em Israel. Um exemplo: rabinos ortodoxos não aceitam conversão de pessoas ao judaísmo, encorajadas por rabinos ultra-ortodoxos e também são contra a decisão de Israel de aceitar convertidos ao judaísmo.
     No caso de judeus conversos, é necessário que um rabino assine um documento comprovando que se trata de um judeu converso.

Israel: cronologia
  
      O Império Romano dominou Israel durante a época (63 d.C.), mas concedeu aos judeus liberdade de culto. A era atual ou Era Comum, E.C., começa com o nascimento de Jesus Cristo. O judaísmo rabínico teve início no ano 70. Essa corrente de pensamento compreendeu uma nova forma de adoração.
     A idéia de um lugar único para o louvor, o templo, foi abandonada. A partir de então, o judaísmo passou a ser uma fé que pode ser praticada em qualquer lugar do mundo.
     70-200 EC - Durante os primeiros 150 anos da Era Comum, os judeus rebelaram-se duas vezes contra os líderes romanos. Ambas as revoltas foram brutalmente reprimidas e seguidas de restrições severas à liberdade dos judeus.
     A primeira revolta em 70 EC levou à destruição do templo. Já na segunda revolta, em 132 EC, centenas de milhares de judeus morreram, milhares foram levados cativos, e os judeus foram proibidos de entrar em Jerusalém.
     200-700 EC - Entre os anos 200 e 700, o judaísmo desenvolveu-se rapidamente. Politicamente, foi uma época de altos e baixos para o povo de Israel. Os judeus puderam tornar-se cidadãos romanos, mas mais tarde foram proibidos de possuir escravos cristãos ou casar com cristãos.
     Em 439, os romanos proibiram que sinagogas fossem construídas e que judeus se tornassem funcionários públicos.
     A Era de Ouro - Judeus na Espanha - Mil anos após o nascimento de Cristo, os judeus viveram na Espanha uma época de sucessos. Eles coexistiram com os islâmicos que habitavam o país e desenvolveram estudos nas áreas de ciência, literatura hebraica e Talmude.

     Essa época, considerada a Era do Ouro, resistiu apesar da tentativa de forçar os judeus ao Islamismo, registrada em 1086. O milénio seguinte começou com as Cruzadas, operações militares comandadas por cristãos para capturar a Terra Santa.
     Os Exércitos das primeiras Cruzadas atacaram comunidades judaicas no caminho para a Palestina, especialmente na Alemanha. Quando os soldados das Cruzadas conquistaram Jerusalém, eles mataram e levaram cativos milhares de judeus e muçulmanos.
     E, a exemplo dos romanos, anteriormente, proibiram os judeus de entrar em Jerusalém. Em 1100, os judeus foram expulsos do Sul da Espanha após uma invasão bárbara. Na França, eles foram acusados de sacrificar crianças em rituais macabros.
     Na Inglaterra, judeus foram mortos enquanto tentavam presentear o rei Ricardo I, durante a coroação. Em 1215, a Igreja Católica condenou os judeus a viver em áreas segregadas, conhecidas como guetos, e a vestir roupas distintivas.
     Em 1290, os judeus foram expulsos da Inglaterra e logo depois da França. Em 1478, foram vítimas da Inquisição espanhola, e em 1492 foram expulsos da Espanha. Cinco anos mais tarde, era a vez de Portugal enviar todos os judeus para fora do país.
     Na Alemanha, em 1547, uma das grandes vozes do anti-semitismo partiu de Martinho Lutero, o monge que iniciou o movimento de reforma da Igreja Católica. É dele um dos manifestos contra os judeus, conhecido como "Sobre os judeus e suas mentiras".
     Nessa época, é publicado na Espanha o Livro do Esplendor, que influenciou o misticismo judaico durante séculos. A cabala, forma de misticismo dos judeus, ganhou nova força.
     De 1600-1900 - Esse é um período de expansão considerável do judaísmo. Os judeus são autorizados a voltar para a Inglaterra e vêem seus direitos aumentarem. Nos Estados Unidos, os primeiros judeus chegaram em 1648.
     Hassidismo - Na Polônia e na Europa Central surge o movimento hassidista. Essa corrente judaica inclui grande quantidade de misticismo cabalístico e a ideia de fazer a santificação presente na vida quotidiana de forma intelectual e alegre ajudou a aumentar a popularidade do hassidismo entre os judeus.
     O movimento também causou divisão. Na Lituânia, o hassidismo foi excomungado em 1772, e os judeus pertencentes a esse movimento proibidos de negociar ou se casarem com outros judeus.
     Perseguição na Europa - Durante o final do século XVIII, os judeus começaram a sofrer perseguição na Europa Central. Na Rússia, eles foram confinados a uma área do país. No século XIX, nasce o movimento reformado do judaísmo que começou na Alemanha e defendia que o judaísmo e as leis da religião tinham que acompanhar as mudanças do tempo, em vez de permanecerem rígidas.
Em 1860, os judeus da Grã-Bretanha passaram a ter os mesmos direitos de cidadãos britânicos. Mas nessa mesma época, houve pogroms na Europa Central e na Rússia, uma série de ataques acompanhados de destruição, o saque de propriedade, mortes e estupros perpetrados pelas populações cristãs russas contra os judeus. Em Israel, a cultura judaica florescia, e a língua hebraica foi recriada de uma língua de história e religião para um idioma vivo e moderno.
     Século XX - Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, essa foi uma época de imigração para os judeus que fugiram da perseguição dos pogroms na Rússia e na Polônia.
     O nascimento do sionismo - O movimento sionista, cujo objetivo era criar um estado judaico em Israel, começou no final do século XX. Começou a ganhar força quando os judeus sentiram que a única maneira de viverem seguros era num estado judaico. O governo britânico ofereceu aos judeus uma vasta área em Uganda, mas a principal organização sionista insistia que o Estado judaico deveria ser construído na Palestina.
     Em 1917, na Declaração Balfour, a Grã-Bretanha concordou que um Estado judaico deveria ser estabelecido em Israel.
     Durante os anos 30 e 40, o Holocausto consumaria planos da Alemanha nazista e países aliados para eliminar todos os judeus da Europa. Durante o Holocausto, 6 milhões de judeus foram assassinados, e um milhão deles eram crianças. O Holocausto afetou convicções religiosas de muitos judeus, que tentavam entender como Deus pode ter permitido a matança do povo.
     O Estado de Israel - O movimento sionista conseguiu fazer com que o Estado de Israel fosse criado em 1948, após uma campanha paramilitar contra o reinado britânico. Israel teve que sobreviver a três grandes guerras: a da independência, logo depois de o Estado ter sido criado, a dos Seis Dias, em 1967, e da Yom Kippur (ou Dia do Perdão) em 1973, além de vários conflitos.
     Israel tem tido dificuldades nas suas relações com os vizinhos árabes, que não concordam com o êxodo dos palestinos que viviam na região antes da criação de Israel. Desde a sua criação, Israel tem sido apoiado militarmente e politicamente pelos Estados Unidos, que concentram uma grande comunidade judaica.
     Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, territórios palestinos, além das Colinas de Golã, na Síria, e da Península do Sinai, no Egipto. A Península do Sinai foi devolvida quando o Egito e Israel assinaram um acordo de paz, na década seguinte. Mas as negociações em torno dos territórios palestinos têm caminhado lentamente.
     Segundo resoluções da ONU aprovadas depois da guerra de 1967, Israel já deveria ter desocupado essas regiões, mas os governos israelenses continuaram promovendo uma política de criação de assentamentos judaicos tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza.
     Grupos palestinos como o Hamas e a Jihad Islâmica iniciaram ondas de ataques contra civis israelenses, o que, segundo Israel, tem impedido o avanço das negociações de paz definidas no acordo de Oslo, em 1993.
     O objetivo formal do diálogo continua a ser a criação de um Estado palestino que conviva pacificamente com Israel, o que já estava previsto no processo que criou o Estado de Israel.


A Igreja Católica Apostólica Romana

     Com sede no Vaticano, a Igreja Católica Apostólica Romana mantém-se como a maior das denominações cristãs, com aproximadamente 1 bilião de fiéis. Esse grupo tem origem na igreja ocidental da Idade Média. Os católicos crêem na primazia e na autoridade do papa, que é tradicionalmente considerado representante de Cristo na Terra e sucessor de Pedro, um dos discípulos de Jesus e que se tornou o primeiro bispo de Roma.
     Em matéria de fé e moral católicas, o que o papa diz é interpretado como obrigatório e correcto para todos os seguidores. Mas isso é passível de muito debate entre outros cristãos não-católicos romanos.
     A primazia da Igreja Católica, no entanto, foi alvo de reflexões no século 20 com a introdução do segundo Concílio do Vaticano (1962-1965), que elaborou grandes reformas e uma relação mais aberta com igrejas não-católicas.

Protestantismo

Fundador

Martino Lutero

     O grupo dos protestantes surgiu de um protesto contra a Igreja Católica no século XVI e congrega aproximadamente 500 milhões de pessoas. As questões polêmicas na reforma foram o questionamento da autoridade do papa e sua infalibilidade, a autoridade e o acesso às escrituras e um significado preciso da eucaristia (o ritual da distribuição do pão e do vinho com estes elementos representando o sangue e o corpo de Cristo).
     O ritual também é conhecido como Santa Ceia, em alusão à ceia tomada com os discípulos na véspera da crucificação de Jesus. A eucaristia é uma palavra grega que significa agradecimento e celebração. A interpretação da eucaristia ou ceia, ou comunhão, é diferente em várias igrejas. Os católicos acreditam que o pão e o vinho são realmente o corpo e o sangue de Cristo em substância.
     Para a maioria dos protestantes, trata-se apenas de um simbolismo, uma metáfora. A igreja protestante rejeita a supremacia do papa e de qualquer figura única representante de Cristo na terra.
     Os protestantes enfatizam a autoridade da Bíblia e as tradições da igreja primitiva. Segundo protestantes, o crente é salvo pela graça de Deus. Todos os que acreditam em Deus podem-se tornar sacerdotes deste mesmo Deus.
     Há quatro correntes principais da Igreja Protestante: Anglicana ou Episcopal, Luterana, Renovada ou Presbiteriana e as igrejas livres, assim chamadas porque não são associadas aos Estados.
     No Brasil, alguns exemplos de igrejas livres são: a igreja Baptista, Metodista, Assembléia de Deus, Congregacional e Presbiteriana. Na segunda metade do século XX, o Brasil experimentou o surgimento de igrejas neo-pentecostais, como Universal do Reino de Deus, Sara Nossa Terra, Comunidades Evangélicas, Igreja da Graça, etc..

Igreja: casa de adoração

     O lugar de adoração e louvor dos cristãos é chamado igreja ou templo. Geralmente são construções em forma de cruz como altar voltado para o leste, onde nasce o sol. A palavra igreja também se refere a um grupo de cristãos e denominações religiosas como a Igreja Anglicana, Luterana, Baptista, Católica, Ortodoxa ou Metodista.

     Para os cristãos, a Bíblia é o livro sagrado. Ela está dividida entre Velho Testamento, que compreende a bíblia hebraica, e o Novo Testamento, que traz relatos da vida de Jesus Cristo nos quatro primeiros livros, conhecidos como os Evangelhos, cartas escritas aos primeiros cristãos, e o Apocalipse, uma profecia sobre o fim do mundo.

Feriados da Igreja:
 
   A quaresma começa na quarta-feira de cinzas quando algumas igrejas fazem missas especiais. Nessa data comemoram-se os 40 dias que Jesus passou jejuando no deserto. Católicos praticantes usam a quaresma como um período de penitência.
     Para alguns, a data está errada, pois a quarta-feira de cinzas acontece exatamente 46 dias antes da páscoa, não 40, para isso não se contam os seis domingos durante a quaresma. Já a igreja ortodoxa comemora a quaresma na segunda-feira da nona semana antes da Páscoa e termina a quaresma na sexta-feira antes da semana santa. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas.



Semana Santa:
  
      É comemorada na semana antes da Páscoa e começa no Domingo de Ramos ou Domingo da Paixão, é o último domingo antes da Páscoa. Esse dia está ligado à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém antes de ser crucificado e morto. Em algumas igrejas, é marcado por uma procissão de fiéis carregando folhas de palmeiras.  

Sexta-feira santa:
   
 É a sexta-feira antes da páscoa e comemora a crucificação de Jesus. É um dos dias mais solenes para os cristãos e é marcado por cultos e orações especiais.

O Dia da Páscoa:
  
      É o dia mais importante do feriado e talvez o mais alegre, porque marca a ressurreição de Cristo. A Páscoa não ocorre sempre na mesma época. É o domingo que se segue à data no calendário eclesiástico da Lua cheia que acontece no dia 21 de março ou depois. A Lua cheia no calendário eclesiástico não ocorre sempre na mesma data da Lua cheia no céu, o cálculo pode ser bastante confuso.

Ascensão:
  
      Ela ocorre na quinta-feira, no quarto dia depois da páscoa e marca a ida de Jesus para o céu após ter passado um tempo na Terra.

Pentecostes:
    
     É celebrado no sétimo dia depois da páscoa. A data marca a descida do Espírito Santo sobre os cristãos e o nascimento da igreja cristã. É um festival celebrado com mais frequência por igrejas carismáticas.  

CONCLUSÃO:

Existem muitos grupos religiosos que têm mais membros  do que  as  clássicas Religiões Mundiais, mas não são reconhecidos como tais pelas seguintes razões: São grupos relativamente novos. Por exemplo: Cientologia,Neo-Paganismo. Falham em identificar uma organização central ou em unificar suas literaturas sagradas. Como exemplo: Neo-Paganismo, Nova Era, Espiritismo. Seus membros se identificam como pertencentes a uma religião reconhecida. Por exemplo: praticantes do Vodu são católicos nominais; da Nova Era são nominalmente Protestantes, Católicos ou Judeus.


Bibliografia
Fonte: Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, volume III, p. 375,
Edições Vida Nova, 1990
Cultura Religiosa, as religiões no mundo/ Irineu Wilges 6.ed.Petrópoles, RJ: Vozes, 1994
Las religiones Vivas, Roberto Ernesto Hume, Editorial mundo Hispano, 6ª. Edição, 1976.
Entendendo as religiões não cristãs, Josh Mc DOWELL, Ed. Candeia 1992
TB. Sala de aula. Religiões Mundiais.

Trabalho Científico da pesquisa Web e livros, sobre Religiões Mundiais, apresentado no Seminário em 2010; elaborado por: Eliene Lima.

Elienelima3@hotmail.com

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